Pesquisa
do IBGE mostra que curso técnico aumenta renda em 18%
Dados mostram que ter um ensino técnico é mais lucrativo. No Centro-Oeste, a projeção pode chegar a 21,4%
Ter um
curso técnico pode aumentar em mais de 20% a renda de moradores no
Centro-Oeste. É o que mostra pesquisa divulgada na manhã desta sexta-feira (29)
pelo Centro de Treinamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) de 2014. Em todo o país, em média, a renda do trabalhador aumenta 18%
com essa qualificação. O levantamento é em relação a pessoas que tenham
estudado até o ensino médio.
O estudo,
realizado pelo professor Gustavo Gonzaga, do Departamento de Economia da
PUC-RJ, comparou os rendimentos de trabalhadores que optaram ao ensino técnico
com os que fizeram o ensino formal. O curso técnico é uma modalidade de
educação profissional para quem está matriculado ou concluiu o ensino médio.
Dura, em média, um ano e meio, mas pode chegar a três anos. Ao final do curso,
se obtém o diploma de profissional técnico.
Wanderson
Coimbra, 21 anos, morador da Estrutural, sonha em trabalhar na parte de
engessamento na construção civil. Incentivado pelo pai, Carlos Coimbra, 50,
pedreiro há 15 anos, o jovem viu que, com um curso técnico, conseguiria colocar
em prática o que conhece desde os 6 anos de idade. "Eu e meu pai somos
muito unidos. Nós que reformamos a nossa casa, pois era só um barraco de
madeira. Quero sair daqui com o diploma e deixar meu pai orgulhoso",
relata, emocionado.
Para Rafael
Lucchesi, diretor-geral do Senai, o estudo demonstrou que o curso técnico faz
diferença no currículo dos jovens. “É o caminho mais rápido para a inserção
qualificada do jovem no mundo do trabalho, além de uma boa opção ao trabalhador
que está desempregado e que busca entrar novamente no mercado”, explica.

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